Motor Z

Arquivo de 4 de Dezembro de 2009

Os combustíveis do futuro

Veículo elétrico é uma das alternativas diante da falta do petróleo

Quais as alternativas para uma provável escassez do petróleo no futuro? Especialistas acreditam que se a média de consumo diário da matéria-prima se mantiver nos níveis atuais, a demanda pelo petróleo deve superar a oferta dos países produtores em cinco ou seis décadas. Essa perspectiva leva em conta a tecnologia de extração e também os novos campos de exploração encontrados até o momento.

Diante desse cenário, a indústria automobilística, tão dependente da matéria-prima, já estuda alternativas ao uso da gasolina, diesel e derivados, isso num futuro próximo. Algumas das possibilidades viáveis e que podem estar à disposição do consumidor nos próximos anos são: veículos movidos a hidrogênio, biocombustível e energia elétrica.

Hidrogênio e Biocombustível

Entre os combustíveis alternativos existentes, o hidrogênio é uma forte tendência ainda que seu custo inicial seja alto. A emissão de poluentes na atmosfera é zero no caso do hidrogênio, já que ele só emite água. No entanto, é uma tecnologia cara, por utilizar materiais de alto custo e ainda ter uma pequena escala de produção. O Brasil não produz células de hidrogênio, o que encarece ainda mais essa tecnologia.

Outra alternativa muito difundida no Brasil há quase 30 anos é o etanol proveniente da cana-de-açúcar. Sua principal vantagem é a menor poluição que causa, em comparação aos combustíveis derivados do petróleo. A cana é um produto completo porque produz açúcar, álcool e bagaço, cujo vapor gera energia elétrica. Especialistas consideram que o etanol de cana, feito no Brasil, não ameaça a produção de alimentos. Recentemente o Brasil também passou a aproveitar outros resíduos vegetais para fabricar o biodiesel, que adicionado ao diesel comum, ajuda a diminuir as emissões de motores em caminhões e utilitários em geral.

biodiesel pump with flowers - biodiesel pump with flowers

Muitas polêmicas giram em torno do etanol de milho, produzido pelos Estados Unidos. Esse tipo de biocombustível exige que se desvie parte do cereal que iria para consumo da população dos EUA e México, onde o milho é a base da alimentação popular. Hoje, este combustível é adicionado a gasolina em 15%, e pode abastecer veículos flexíveis. Ainda assim, os norte-americanos continuam pesquisando para tornar o álcool de milho ou beterraba mais populares e com maior rendimento, como o etanol brasileiro.

Veículos elétricos

A tendência dos carros elétricos já é realidade no país e no mundo. No início do século XX, boa parte dos veículos não era movida a gasolina ou diesel, mas sim a eletricidade. Nos anos 1970, com a primeira crise do petróleo, surgiram várias iniciativas que visavam tornar o carro elétrico uma realidade. No Brasil, a Gurgel testou o modelo Itaipu, um carro alimentado por motor movido a eletricidade. Somente no início do século XXI alternativas comercialmente viáveis começam a surgir por iniciativa das montadoras.

1974 GURGEL ITAIPU ELETRICO - 1974 GURGEL ITAIPU ELETRICO

Hoje, já existe no Brasil um posto que oferece recarga de veículos elétricos a partir de energia solar. O primeiro Eletroposto, inaugurado este ano no Rio de Janeiro, pela Petrobras, é um projeto pioneiro, com tecnologia brasileira, para atender uma demanda que deve crescer cerca de 50% ao ano. Na fábrica da Motor Z, localizada em S. Bernardo do Campo, também é possível abastecer o seu veículo elétrico em um eletroposto que a empresa disponibiliza aos consumidores e serve para dar a primeira recarga nas scooters elétricas produzidas pela empresa.

A produção de veículos elétricos enfrenta um cenário positivo. Os governos mundiais estão estimulando o desenvolvimento de carros “verdes” e, em 2010, eles estarão ainda mais presentes no trânsito das grandes cidades.

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