Arquivo de Janeiro de 2009
Motor Z na mídia
A Motor Z inaugurou sua primeira revenda na cidade de Santos, litoral sul de São Paulo. O jornal A Tribuna de Santos publicou uma matéria sobre as scooters eletrônicas da Motor Z destacando que elas são os veículos certos para a cidade certa.
Sem comentários »Grupo Zeppini na mídia
A revista Eletricidade Moderna publicou em sua edição de janeiro uma matéria sobre o Grupo Zeppini. O tema da reportagem é a inauguração da Energia Z, nova divisão de negócios da Zeppini Industrial e Comercial. Confira abaixo a matéria na íntegra:
Sem comentários »“Carros elétricos chamam a atenção do mundo em Detroit”
O Salão do Automóvel realizado em Detroit entre 17 e 25 de janeiro abre as portas com novas tendências que tomam conta dos estandes: os protótipos híbridos e também veículos elétricos. Neste ano, esses veículos ocupam lugar de destaque já que tocam em questões como a preservação do meio ambiente e maior eficiência na geração de energia para os veículos. O consumidor americano, preocupado com a crise também busca automóveis mais eficientes e menores para a virada da primeira década do século XXI
A General Motors aposta no elétrico Volt, que também foi mostrado no Salão do Automóvel de São Paulo. O carro deve chegar ao mercado no início do próximo anos, e dessa forma a gigante americana tenta amenizar a crise que enfrenta atualmente. A Chrysler apresentou no salão o modelo sedan 200C EV, também elétrico, um dos modelos mais chamativos de todo o evento. A Toyota apresenta a terceira geração do híbrido Prius que chega a fazer 21 quilômetros com um litro de gasolina e que já virou sensação nas grandes cidades norte-americanas. Mas não só os automóveis médios e grandes chamam a atenção em Detroit.
As marcas também apostam em veículos urbanos elétricos. A Toyota marcou para 2012 o lançamento do FT – EV, seu primeiro veículo urbano elétrico. Também seguindo essa tendência a Mercedez-Benz apresentou 3 versões da linha Blue Zero, que são carros compactos, urbanos e também movidos à eletricidade.
O público de maneira geral está muito empolgado com as novidades apresentadas em Detroit e aguarda ansiosamente a chegada dos novos modelos às concessionárias. Em momentos de crise, a eficiência dos veículos híbridos e elétricos é um grande atrativo.
Seguindo a tendência do mercado mundial, a Motor Z, que está prestes de comemorar dois anos no mercado nacional, continua desenvolvendo seus modelos de scooters eletrônicos. Desde a primeira geração, lançada em 2007, as scooters da Motor Z ganham cada vez mais espaço no cenário urbano pela sua praticidade, eficiência e pelo novo padrão de comportamento em prol de veículos eficientes. Os modelos 2009 já estão nos concessionários em todo o país.
Seguem abaixo algumas matérias publicadas no final de semana sobre o Salão de Detroit:
http://www2.uol.com.br/bestcars/editorial/atual.htm
Sem comentários »Montadoras correm para lançar o primeiro carro elétrico
Os veículos movidos com eletricidade estão cada vez mais no pensamento das grandes montadoras de todo o mundo. A Generel Motors por exemplo, desenvolve e pretende lançar o Volt, carro inteitamente elétrico, em 2010. Já a japonesa Toyota, primeira a lançar carros híbridos no mercado, lança seu modelo inteiramente elétrico em 2012. Confira maiores informações sobre o mercado na matéria abaixo:
Além da urgência em desenvolver um plano que possa salvar suas empresas num momento em que as vendas despencam, as montadoras dos Estados Unidos disputam uma corrida para ver quem vai lançar o primeiro carro elétrico no mercado.
Quase todas as montadoras - das que estão em dificuldades financeiras, como GM, Chrysler e Ford, até as que ainda tentam entrar no mercado americano, como as chinesas BYD Auto e Brilliance, passando pela japonesa Toyota - apresentam este ano protótipos ou projetos de modelos puramente movidos a eletricidade no Salão do Automóvel de Detroit, que será aberto ao público no sábado.
Desde o início do desenvolvimento desses veículos não poluentes, a maior dificuldade tem sido a bateria. Até agora, a solução encontrada ocupa muito espaço, tem baixa autonomia e é cara.
A General Motors decidiu produzir sua própria bateria nos EUA. Vai investir US$ 1 bilhão na primeira fábrica desse equipamento conduzida por uma montadora e montar um laboratório específico para o desenvolvimento do produto.
Segundo o presidente da GM, Rick Wagoner, a fábrica deve operar no início de 2010. O Volt, carro elétrico da marca que vem sendo aperfeiçoado há dois anos, está previsto para chegar ao mercado no fim do mesmo ano. “O desenho, o desenvolvimento e a produção de baterias avançadas deve ser uma competência central para a GM e estamos rapidamente desenvolvendo nossa capacidade e recursos para apoiar essa direção”, disse Wagoner. O projeto será desenvolvido em conjunto com a subsidiária local da sul-coreana LG Chem, que fornecerá as células de lítio-íon.
A Ford, por sua vez, anunciou parceria com a fabricante de autopeças Magna para desenvolver uma linha de baterias para equipar modelos elétricos que devem ser lançados em 2012. “Mostramos nesse salão nosso plano de eletrificação dos carros”, disse Mark Fields, presidente do grupo para as Américas. Ele mesmo admitiu, porém, que o mercado anual desse veículo, em princípio, deve ficar entre 5 mil e 10 mil unidades.
Ninguém, entretanto, quer ficar de fora do que considera o futuro da indústria automobilística. A Chrysler trabalha em quatro modelos com tecnologia similar, o primeiro deles o Wrangler Unlimited, para 2010. Até 2013 chegarão a minivan Town&Country, o Dodge Patriot e, por último, o inédito 200 C.
O modelo puramente elétrico da Toyota, a primeira a lançar carros híbridos, está previsto para 2012. Se cumprir sua promessa, a chinesa BYD Auto chegará antes. A empresa mostrou no Salão seu elétrico e6, previsto para 2011. A marca, entretanto, pretende estrear nos EUA com o híbrido F3 DM, apresentado em dezembro na China e com vendas comerciais previstas para meados deste ano. “Por enquanto, nossos fornecedores e algumas empresas estão testando o carro”, disse Henry Li, diretor da área de exportações da BYD.
Não há unanimidade de que o carro elétrico é o que o consumidor americano realmente deseja. “Se o preço da gasolina continuar caindo, não sei se haverá demanda”, afirmou Evaristo Garcia, presidente da consultoria Jato Dynamics. Segundo ele, no segundo semestre do ano passado, quando o galão da gasolina chegou a US$ 4, as vendas do híbrido Prius, da Toyota, dispararam. “Agora, com o galão a US$ 1,90, as vendas diminuíram.”
Enquanto os elétricos não saem do papel, as montadoras aperfeiçoam e ampliam a linha de modelos híbridos, que funcionam parte com bateria e parte com gasolina ou diesel. A Toyota mostra em Detroit a terceira geração do Prius, que ficou 9% mais econômica que a anterior. Agora, faz 80 quilômetros com um galão (3,8 litros) de gasolina. O modelo custa US$ 22 mil e já vendeu, desde seu lançamento, em 2000, quase 1 milhão de unidades nos EUA, disse Irving Miller, vice-presidente da Toyota na área de comunicação.
Sem comentários »Colocando pilha no Carro Elétrico

Um projeto lançado no final de novembro promete transformar São Francisco, Califórnia, na capital americana do carro elétrico. A empresa Better Place anunciou planos de investir 1 bilhão de dólares na instalação de tomadas em garagens, shoppings centers, condomínios e pontos para a troca de baterias velhas por novas. Os usuários pagariam uma mensalidade para usar o serviço. Com apoio do governador Arnold Schwarzenegger, o plano quer resolver um dos maiores problemas dos donos de veículos elétricos: onde recarregá-los. Segundo a agência ambiental do estado de 36 milhões de habitantes – o mais rico dos EUA - , mais de 750 mil californianos utilizam carros elétricos, enquanto a frota de carros híbridos (também movidos a gás) é de mais 100 mil unidades. Com o novo plano, a expectativa é que 50 mil novos carros se somem à frota no primeiro ano, e mais 100 mil a cada ano.
Fonte: Revista Sustenta, 3º edição
Sem comentários »Motor Z inaugura primeira revenda de scooters eletrônicas em Santos
Samburá Motos é a nova revenda que deverá chegar em breve às outras cidades do Litoral Sul
As scooters eletrônicas da Motor Z, pioneiras no mercado brasileiro, agora já podem ser encontradas em Santos, litoral sul de São Paulo. A Samburá Motos é a mais nova revenda da Motor Z na cidade. Localizada na Av. Conselheiro Nébias, 612, no Boqueirão, a loja está no mais importante ponto de vendas de motocicletas da cidade.
A nova loja conta com instalações amplas e uma equipe de vendedores treinados, além de um estacionamento próprio para clientes, localizado atrás da loja e com fácil acesso por meio de uma rampa.
Todos os modelos de scooters eletrônicos da Motor Z estão disponíveis no show room: o modelo de entrada SS800 (motor de 800watts), S1000 (dois motores de 500 watts com dupla tração e a V1500 (equipada com motor de 1500 watts) com seu exclusivo design vintage que remete aos anos 1950. O consumidor também poderá fazer um test drive com qualquer um dos modelos e conhecer como funciona uma Scooter com propulsão elétrica. A Samburá Motos está equipada para prestar todo o serviço de manutenção, revisão e reposição de peças na própria loja.
A Motor Z chega a cidade de Santos com intenção de expandir sua atuação para todo o litoral sul de São Paulo. “Abrimos a primeira revenda aqui em Santos mas em breve teremos pontos de venda no Guarujá, Bertioga, São Vicente, Praia grande e Cubatão” afirma Leonardo Dantas proprietário da Samburá Motos.
Dantas diz ter ótimas expectativas para as vendas deste verão no litoral, que tem geografia plana e percursos ideais para o uso da scooter eletrônica. São os veículos certos para a cidade certa”, explica o empresário, que também é engenheiro de formação. “Santos é a cidade ideal para a comercialização de veículos eletrônicos . È uma região plana onde todos os modelos irão responder muito bem às necessidades dos consumidores”, afirma o empresário.
SBT grava matéria sobre as scooters elétricas
O TVB, emissora local do SBT no litoral sul de São Paulo, gravou na última segunda-feira, dia 12 de janeiro, matéria sobre as scooters eletrônicas da Motor Z. A matéria foi realizada na revenda Samburá Motos e foca na questão da utilização de veículos elétricos como solução de transporte limpo nas grandes cidades.
O dono da revenda santista, Leonardo Dantas, concedeu entrevista à TVB e teve a oportunidade de falar sobre suas expectativas com relação ao mercado local e também sobre a aceitação do público às inovações trazidas pela Motor Z. Além de do empresário, também estava presente Geraldo Neres, gerente de vendas da Motor Z que falou a respeito da tecnologia empregada nas scooters. A matéria será exibida ainda nesta semana no telejornal das 13h.
Sem comentários »Programa sobre veículos elétricos no Globo News
A matéria sobre veículos elétricos que foi ao ar no começo de 2008 será reprisada no Globo News durante o mês de janeiro. A reportagem aborda questões envolvendo meio ambiente, veículos elétricos e soluções para transporte urbano ecologicamente corretos. Além de apresentar projeto de desenvolvimento de carro elétrico no sul do país, a matéria traz também os modelos de scooters elétricos da Motor Z.
Confira abaixo os dias e horários em que a matéria será reprisada:
Programa sobre veículos elétricos será exibido na GloboNews nos dias:
25/jan/09 - Domingo - 21h30
26/jan/09 - Segunda-feira - 03h05, 08h30 e 17h30
28/jan/09 - Quarta-feira - 05h05 e 17h30
31/jan/09 - Sábado - 05h30
Será também exibido no Canal Futura nos dias:
30/jan/09 - Sexta-feira - 21h
01/fev/09 - Domingo - 15h
Entrevista de Paulo Rogério Fernandez na Gazeta Mercantil
O jornal Gazeta Mercantil publicou hoje, dia 08 de janeiro, entrevista com Paulo Rógério Fernandez sobre a Energia Z, nova empresa do grupo, e sobre o mercado de geração de energia solar. O executivo falou também aos jornalistas Sérgio Toledo e Silvana Orsini, sobre as atividades do Grupo Zeppini entre outros assuntos. Confira abaixo a matéria:
Sem comentários »Emissão de CO2 pode triplicar no país até 2017
Confira na íntegra a matéria publicada no site Valor Online no dia 06 de janeiro, que trata sobre a questão do aumento do efeito estufa causado pela emissão de poluentes.
A matéria fala que as emissões de gás carbônico a partir da geração de energia elétrica irão triplicar nos próximos 10 anos. Esse aumento seria causado pelo maior consumo de energia elétrica para atender a demanda crescente no país. A energia seria gerada pela construção de novas usinas térmicas que despejariam na atmosfera cerca de 39,3 milhões de toneladas de CO2 até 2017.
Confira, abaixo a matéria na íntegra
Emissão de CO2 pode triplicar no país até 2017
Na contramão dos esforços para minimizar o aquecimento global, as emissões brasileiras de gases do efeito estufa a partir da geração de energia elétrica vão praticamente triplicar nos próximos dez anos. Mesmo com a entrada em funcionamento das usinas do Rio Madeira (Santo Antônio e Jirau) e de Belo Monte, a participação da fonte hídrica na matriz elétrica nacional cairá de 85,9% no início de 2008 para 75,9% em 2017, segundo o Plano Decenal de Energia (PDE), em consulta pública desde 23 de dezembro.
O plano aponta a necessidade de expandir a capacidade instalada dos atuais 99,7 mil para 154,7 mil megawatts (MW) e garante que isso é suficiente para afastar o risco de déficit no abastecimento. Mas deixa claro que o país continuará dependendo de mais energia cara e poluente se quiser livrar-se dos fantasmas de apagões. Para atender ao crescimento da demanda, será necessário acrescentar 81 termelétricas ao sistema interligado - 41 movidas a óleo combustível, 20 a diesel, 8 a gás natural, 7 a biocombustíveis e 4 a carvão. Elas deverão gerar 13.685 MW, excluindo a usina nuclear de Angra 3, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal do Ministério de Minas e Energia encarregada de planejar o setor.
As novas térmicas despejarão na atmosfera 39,3 milhões de toneladas de CO2 em 2017 - um aumento de 172% em relação ao valor das emissões de 2008, estimadas em 14,4 milhões de toneladas. “O plano está em contradição com as metas internas de redução do desmatamento”, afirma a senadora Marina Silva (PT-AC), ex-ministra do Meio Ambiente, referindo-se a um dos objetivos do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, lançado em dezembro.
As queimadas de florestas são responsáveis por cerca de três quartos das emissões brasileiras de gases causadores do efeito estufa e o governo espera diminuir o desmatamento da Amazônia em mais de 70% até 2017. A participação do setor elétrico continuará sendo minoritária no total de emissões, mas a entrada em operação de tantas usinas térmicas será mais do que suficiente para eliminar os ganhos ao meio ambiente com a adoção do biodiesel, por exemplo. A mistura de 3% do biocombustível ao diesel convencional evitará o despejo de 62 milhões de toneladas de dióxido de carbono ao longo dos próximos dez anos, mas esse esforço será perdido com o funcionamento das termelétricas por apenas um ano e sete meses.
O plano prevê mais 71 usinas hidrelétricas até 2017, mas a própria EPE indica que 26 delas têm “potencial identificado de atraso superior a seis meses” na execução do projeto. Esses empreendimentos “deverão ser objeto de maiores esforços e ações mais intensas para a sua viabilização, sem que essa classificação signifique impossibilidade de atendimento das datas do plano”. As hidrelétricas vão expandir em 28.938 MW - o equivalente a duas Itaipus - a potência instalada do parque gerador.
Para a ex-ministra, a área ambiental não pode servir de “bode expiatório” para o aumento das térmicas. Marina atribui o crescimento da produção de energia por fontes mais poluentes a falhas no planejamento do setor elétrico. Segundo ela, metade dos projetos de hidrelétricas listados no plano decenal não tem estudos de viabilidade técnica e econômica (EVTE) e “alguns sequer estão inventariados”. “Desses projetos, apenas cinco estão em processo de análise pelos órgãos ambientais: Ipueiras (no Rio Tocantins) já foi rejeitada pelo Ibama e outras quatro usinas que somam 313 MW aguardam a licença prévia. Precisamos acabar com a lenda de que é do setor ambiental a culpa pelo aumento das térmicas”, protesta Marina.
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman, lamenta a perda de qualidade da matriz brasileira. Sem atribuições de planejamento, ele elaborou uma estimativa a partir do resultado dos últimos leilões de energia. O número de térmicas com contrato de fornecimento saltará de 14 em janeiro de 2008 para 63 em janeiro de 2013. Para fazê-las funcionar por um mês inteiro, o que é comum nos períodos de estiagem para preservar o nível dos reservatórios, as emissões de gases do efeito estufa vão subir de 186 mil toneladas para 4 milhões de toneladas de CO2 equivalente.
Comparativamente à maioria dos países ricos e em desenvolvimento, o Brasil ainda não faz tão feio. Nos Estados Unidos, o campeão das emissões, a produção de eletricidade gera 2,5 bilhões de toneladas por ano de dióxido de carbono. Em 2017, mesmo com a proliferação das térmicas, o Brasil emitirá no setor elétrico apenas 20% dos gases despejados na atmosfera pela África do Sul e 64 vezes menos que os EUA.
Marina sugere a maior aposta na energia eólica para manter a qualidade da matriz. Hoje os ventos são responsáveis por somente 0,3% da geração total de energia no país, ou 219 MW, e vão chegar a 0,9% em 2017. Marina sublinha, porém, que o aproveitamento ainda é muito baixo diante do potencial brasileiro.
Kelman diz que a energia eólica é cara e inconstante, pois não pode ser armazenada sequer por algumas horas, e não permite ao operador do sistema trabalhar com previsibilidade. Também acha “irrisório” o efeito de uma estratégia insistentemente defendida por ONGs ambientalistas: a repotenciação das hidrelétricas existentes.
O diretor-geral da Aneel, que deixa o cargo na próxima semana, aponta a eficiência energética como uma das áreas em que se podem colher resultados. As perdas totais são de 17% de toda a eletricidade produzida no Brasil.
Kelman divide essas perdas em três segmentos. O desperdício na rede básica de alta tensão (as grandes linhas de transmissão) chega a 4% - número elevado em comparação com países europeus, mas que ele considera baixo levando em conta a dimensão do território nacional. Já as perdas na distribuição alcançam 7% - menos do que muitos emergentes, mas índice bastante alto em relação aos países desenvolvidos, segundo ele. Kelman indica que o custo-benefício de reduzir significativamente esse desperdício pode ser desvantajoso. “Para chegar à perda zero, poderíamos fazer fios de ouro (condutores perfeitos de energia) na distribuição, mas isso levaria a tarifa a níveis inimagináveis”, afirma.
De acordo com ele, o mais viável é combater as perdas que correspondem a 6% da geração total de energia: os furtos de eletricidade. Kelman lembra que consumidores que roubam energia, além de aumentar o custo do produto para todos os usuários regulares, tendem a gastar mais eletricidade. “Se por um passe de mágica conseguíssemos que os brasileiros parassem de furtar energia, reduziríamos em 2,4% o consumo no país. Isso as ONGs não costumam mencionar porque desconhecem a realidade brasileira.”
Sem comentários »Paulo Rogério Fernandez no Invest News
Paulo Rogério Fernandez - Diretor executivo do Grupo Zeppini
Entrevista concedida a Silvana Orsini e Sérgio Toledo
São Paulo, 2 de janeiro de 2009 - O futuro do mercado de energia solar no Brasil é promissor. De acordo com o diretor executivo do Grupo Zeppini, Paulo Rogério Fernandez, o Brasil tem um potencial enorme e “Só depende de um início.” A companhia lançou, em 25 de setembro do ano passado a Energia Z, que comercializa soluções em geração de energia solar. A nova empresa investiu inicialmente R$ 1 milhão em pesquisa e teve o apoio da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em cooperação com a área de engenharia do Grupo Zeppini.
“A partir do momento em que a energia elétrica fotovoltaica for experimentada e os benefícios mensurados, o crescimento se dará na mesma ordem, já que o potencial é enorme.”
De olho nesse mercado, a Energia Z lançou novas propostas nesse segmento, como a Motor Z e o Eletroposto. A primeira fabrica scooters movidas à eletricidade. A outra realiza a carga de abastecimento das baterias das scooters. “Pela evolução tecnológica apresentada, o veículo elétrico estará no cenário urbano mesclado com outras soluções.”
Leia e assista a entrevista.
Investnews - Qual a proposta da nova empresa?
Paulo Rogério Fernandez - A Energia Z foi estabelecida para trazer uma opção de energia solar ao mercado brasileiro. Muitos conhecem essa opção, sabem que existe, mas não sabem exatamente como chegar até ela. A Energia Z tem a proposta de dar acesso a essa alternativa.
Investnews - Qual o potencial da energia solar no Brasil?
Paulo Rogério Fernandez - Ainda é difícil de ser dimensionado. Se tomarmos por base países onde essa tecnologia está sedimentada, como a Alemanha, por exemplo, que desde 2000 trabalha com planos de incentivos específicos para que essa matriz seja desenvolvida, a geração equivale a uma Angra 2 por ano. O Brasil tem um potencial enorme, que depende de um início. Essa é a proposta da Energia Z: oferecer e integrar soluções até que o mercado lide com isso de uma forma mais usual.
Investnews - Então é viável? Paulo Rogério Fernandez - É viável por vários aspectos. Nesse primeiro momento, buscamos formas para as pessoas considerarem esse tipo de matriz energética. Existe um movimento de sustentabilidade, que é muito importante. A categoria energia é a que dá o maior número de créditos para edifícios que desejam obter uma certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design, que certifica edifícios verdes). Nesse caso, a geração de energia elétrica por painéis fotovoltaicos atende essa necessidade.
Em alguns casos, empresas e instituições precisam dar essa resposta para o seu consumidor. Outras entendem que é uma forma de agregar valor nas atividades. Em outros casos, regiões isoladas dependem absolutamente dessa solução para obter energia.
Investnews - Quanto a empresa investiu para entrar nesse mercado?
Paulo Rogério Fernandez - No total, US$ 1 milhão. O investimento foi para integrar duas estações solares. Temos no edifício da nossa metalúrgica, Fundição Estrela, e outra integrada na Motor Z, empresa de veículos elétricos, que são abastecidos com energia, que batizamos de Eletroposto. Também investimentos em capacitação de pessoal, engenharia, representantes comerciais, pós-venda, treinamento e instaladores.
Investnews – Como é a instalação dos produtos e serviços?
Paulo Rogério Fernandez - A instalação de um sistema fotovoltaico passa por algumas fases. O interessado recebe um direcionamento. Depois disso, a Energia Z dá suporte na parte de projeto e instalação. Por ser um mercado jovem, a Energia Z cobre todas as fases de integração para ser tangível para quem quer dispor dessa solução.
Investnews – É possível mensurar a redução de impactos no meio ambiente ao usar essa energia?
Paulo Rogério Fernandez - Há possibilidade de avaliação em diversos sentidos. Se comparar uma matriz de carvão com uma fotovoltaica, é uma situação. Uma matriz hidrelétrica para fotovoltaica é outra bem diferente. Termelétrica, uma intermediária.
A energia elétrica fotovoltaica é gerada no ponto onde é consumida: no telhado de uma casa, na cobertura de um edifício. Não existem transmissão, nem imobilização de áreas produtivas e nem alagamentos. A integração de uma estação solar, não é precedida de um estudo sócio-econômico-ambiental, justamente por não se envolver nessa questão.
O impacto ambiental de uma estação solar é zero. E ainda tem a vantagem de a mensuração do pay back energético ser fácil. Significa calcular o quanto de energia elétrica se gasta para fazer um painel. Depois, por quanto tempo ele precisa produzir energia para pagar essa conta.
Um painel fotovoltaico tem um pay back energético da ordem de um ano e meio. Ou seja, em um ano e meio de geração de energia elétrica paga, em energia, o que gastou para ser produzido.
Como esses sistemas têm uma vida útil, sem manutenção, de no mínimo 20 anos, o retorno energético é muito significativo. É uma solução diferenciada.
Investnews – O que são os painéis fotovoltaicos?
Paulo Rogério Fernandez - De uma forma bem simples, são placas, normalmente de vidro, integradas por duas lâminas de silício muito finas. Quando a irradiação solar atinge essa lâmina, existe uma diferença de potencial, que gera energia elétrica e é captada através da fiação.
A energia é captada com determinada propriedade, passa por um conjunto de painéis de inversores, que fazem uma cópia da rede interna.
Investnews – Quais são as perspectivas do mercado de energia solar para 2009?
Paulo Rogério Fernandez - São muito positivas. Apesar de o mercado não existir, nossa afirmação surge em decorrência de outra avaliação. Em 2007, tínhamos no Brasil apenas uma solicitação de certificação Leed. Era uma edificação que tinha o interesse de mostrar através de um certificado seu grau de sustentabilidade. Em 2008, o número passou de 60. O crescimento é exponencial. A partir do momento em que a energia elétrica fotovoltaica for experimentada e os benefícios mensurados, o crescimento se dará na mesma ordem, já que o potencial é enorme.
Investnews – O cenário econômico passa por um momento turbulento. A crise vai afetar ou já afetou esse mercado?
Paulo Rogério Fernandez - É um momento de forte turbulência e as turbulências trazem incertezas. Não podemos ignorar isso. Mas acreditamos na eficiência da solução, por isso não modificamos nossa expectativa de crescimento tanto para energia elétrica quanto para nossos outros negócios.
Investnews – Até porque se os investimentos em meio ambiente forem reduzidos, os impactos no futuro serão bem maiores.
Paulo Rogério Fernandez - Exatamente. Esses temas continuam sendo discutidos. A opção da energia elétrica fotovoltaica é uma contribuição significativa para a qualidade ambiental. Isso está relacionado ao padrão de comportamento social. Hoje, se recebêssemos a notícia: “O Brasil nunca mais terá problemas energéticos. Encontramos uma hiper mina de carvão, vamos queimar tudo e gerar energia elétrica.” Provavelmente, a sociedade não aceitaria, porque existe um processo de alteração do comportamento. A energia fotovoltaica vai ao encontro desse anseio.
Investnews – Anteriormente, você falou do Eletroposto. O que é isso?
Paulo Rogério Fernandez - Dentro do Grupo Zeppini há uma empresa chamada Motor Z, que fabrica motonetas e scooters movidas a propulsão elétrica. Como parte do show room da Energia Z, construímos na frente do edifício uma cobertura de painéis fotovoltaicos suficiente para abrigar três veículos. Essa cobertura está integrada na rede da Motor Z, e dá a primeira carga de bateria de todos os veículos. É efetivamente um eletroposto. Toda a energia gerada vai para o abastecimento de um veículo.
O que se gera de energia nessa pequena área quadrada é equivalente a 10 mil km por mês. São 250 cargas mensais, a uma média de 40 km/h, adotando as perdas intrínsecas de um veículo parado.
Investnews – E como as motos são abastecidas?
Paulo Rogério Fernandez - O abastecimento de um veículo elétrico se dá pela ligação de uma tomada na rede, como um celular ou um lap top. Entretanto, existe uma fundamentação no Grupo Zeppini, que esse pode ser um meio muito interessante de abastecimento do veículo elétrico de uso público, e não privado, como é o caso da nossa empresa.
Temos visto diversas iniciativas como a Renault-Nissan, que assinou contratos com governos de Israel, Portugal e Espanha para prover o veículo elétrico e desenvolver a estrutura de abastecimento desses veículos.
Se forem veículos leves, como é o caso da Motor Z, não é preciso carregar o veículo em uma tomada. Simplesmente, o pacote de bateria pode ser trocado. A pessoa chega a um ponto de abastecimento, tira a caixa de bateria, coloca uma nova, paga a tarifa e vai embora. O pack de baterias é transitório e não do veículo. É como se trocasse um tanque sem gasolina por um tanque com gasolina.
Investnews – Qual a expectativa de adesão desse tipo de veículo?
Paulo Rogério Fernandez - Nós temos um público-alvo. Um veículo leve, no caso uma scooter, movido a eletricidade é muito mais um paradigma do que um produto, apesar de o crescimento da adesão ser acelerado.
E esse público tem usado esses veículos para várias circunstâncias: uma boa parte para lazer e outra para pequenos deslocamentos dentro do bairro. Mas asseguro que, pela evolução tecnológica apresentada, o veículo elétrico estará no cenário urbano mesclado com outras soluções.
Não digo que ele será tão onipotente e onipresente como o veículo a combustão, mas seguramente, vai compor o cenário.
Investnews – Quais são os projetos da Energia Z para o futuro?
Paulo Rogério Fernandez - Além das atividades iniciais, que visam a sedimentar o interesse para uma fração da matriz energética, temos acordos formalizados, que em três anos, que é o tempo que imaginamos que vai levar um consumo interno mínimo, para implementar uma unidade de fabricação de painéis solares no Brasil.
Para ver a entrevista na íntegra clique aqui
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